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domingo, 21 de junho de 2015

Passeio de domingo

O dia acorda preguiçoso, é bonito pra chover no Ceará. O silêncio interrompido pelas gotas de chuva alerta que preciso correr e fechar as janelas, depois volto para minha cama quente. Ele nem notou a movimentação. Fico ainda um tempo imaginando viagens possíveis, vidas que eu viveria em uma realidade paralela, então acordamos.

O café na padaria reafirma que hoje é domingo, podemos comer sem pressa, podemos comer mais. No carro, a música alegre que escolhemos faz com que eu sinta o cheiro do mar, mesmo ainda longe. São trinta minutos de estrada até o Porto das Dunas. Fecho os olhos e saboreio felicidade.

A praia é só nossa, a maré forma piscinas naturais onde nos banhamos e não falamos nada. As nuvens correm no céu e a chuva volta, as poucas pessoas que estavam na praia fogem para a barraca. Não ligamos. A sensação é a de que a água do mar ficou ainda mais quente, comentamos o quanto é bom.

Esquecemos as toalhas em casa, tentamos forrar o banco do carro com os tapetes e nossas roupas, não adianta muito. Ouvimos música, rimos e programamos repetir tudo no próximo domingo. Começo, então, a ficar feliz no mesmo instante. Balanço a cabeça rindo, ele pergunta no que estou pensando, respondo que ser feliz é muito simples e ele concorda, entendendo de pronto.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Música para ver e ser bem recebido

A porta de entrada pode ser o local ideal para dar boas vindas aos visitantes. Pensando nisso, resolvi fazer umas plaquinhas com letras de música para dar o tom de diversão e acolhida que queremos trazer para nossos amigos e familiares queridos.

A Casa é sua, Arnaldo Antunes.
Com Açúcar e com Afeto, Chico Buarque.

Vambora, Adriana Calcanhoto.

Bate Coração, composição de Cecéu e interpretada por Elba Ramalho.

Todas as mensagens falam de alguém que está sendo ansiosamente esperado, que chega para mudar as nossas vidas e que partiu deixando saudade. 

Para fazer as plaquinhas, colei as impressões nos dois lados de um papelão, fiz uma moldura com fita adesiva colorida e coloquei um barbante para fixar a plaquinha na porta. Olha como ficou:


                                                     
                    
                                                     

 Agora é só chegar! Obrigada pela visita e ficarei extremamente feliz em lhe receber novamente!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Lembrancinhas de Natal

Se você também acha que os encontros são os melhores presentes que recebemos no Natal vai concordar comigo que lembrancinhas artesanais, cartões personalizados ou presentes baratinhos são as melhores opções para quem quer fazer um agrado para as pessoas mais próximas.

Hoje fui comprar uns chocolates e outras miudezas para fazer as lembrancinhas de Natal e fiquei verdadeiramente assustada com a ferocidade das pessoas. Parece que toda essa cobrança social de dar presentes e ir para inúmeras confraternizações está deixando todos super estressados. Minha dica é tentar simplificar tudo, começando pelas lembrancinhas.




















Comprei uma caneca na Etna e uns bombons nas Americanas e montei o presentinho para minha mãe, gastei R$7,00. As sacolinhas e a fita foram compradas numa loja de embalagens, 30 saquinhos saíram por R$6,00, ao total.




















A lata de biscoitos é também um cofre, fiz duas para dar para os meus sobrinhos, elas custaram R$ 6,99 cada e a jujuba custou R$ 1,00. As caixinhas de chocolate custaram R$ 3,99 cada e será o mimo que iremos dar para os outros familiares. Todo mundo vai sair com um agrado feito com todo o coração.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aniversário simples, prático e com um toque da Itália

Começo de outubro foi o aniversário do meu marido e, como ele nunca teve uma festinha quando era criança com lembrancinha e tudo, resolvi caprichar e fazer um aniversário temático.

Na verdade, foi tudo muito simples e chamamos pouquíssimas pessoas, afinal nosso apartamento é gostoso, mas é pequeno. 


O tema da festinha foi O Poderoso Chefão, seu filme predileto. Eu comprei umas embalagens para lembrancinha, doces, papel adesivo e imprimi uma foto dele, no estilo do cartaz do filme, na impressora da minha casa. Depois foi só recortar e colar e pronto: lembrancinha personalizada com o nome dele e a foto, bancando pose de Dom Corleone.


As comidinhas também seguiram o tema: fiz uma bandeja de frios, com queijo do reino e holandês, presunto e salame e outra de pão com azeite. As pessoas simplesmente amaram as porções individuais da saladinha caprese, feita com tomate cereja, alface, queijo minas, manjericão e um molho com vinagre, azeite e sal. E o mix de kiwis, morangos e chocolate meio amargo deu um toque de alegria para a mesa.



Claro que também encomendamos salgadinhos para ninguém sair com fome. Mas a torta maravilhosa de morango com chocolate foi presente da minha mãe, que está se revelando uma doceira de mão cheia. Sempre implico com o sabor artificial e super doce das últimas tortas que compramos, mas a da minha mãe é diferente! Super leve e doce na medida!


Minha mãe também trouxe um pudim delicioso e servimos refrigerante, suco de uva, cerveja e vinho. Foi super simples e prático, mas com comidinhas com um toque da Itália, que deixou tudo mais romântico e vintage e o melhor: ao final, quase não tinha louça para lavar!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

10 filmes para mulheres que querem se descobrir

 A lista abaixo não foi feita para quem só gosta de finais felizes, não são filmes para nos distrair. É uma lista feita para as mulheres que, assim como eu, resolveram enfrentar a jornada em busca de si. Quero me conhecer nem que isto custe caro, mesmo que cause danos. Quero conhecer meus medos e minhas fortalezas, meus desejos e minhas (auto)punições. Quero tentar me entender mesmo correndo o risco de descobrir que isto é impossível.

Esses filmes causaram múltiplas reações em mim: fiquei muda ao sair do cinema, quis fugir para Barcelona, repensei minha relação com minha mãe, tive vontade de gritar mas não fiz, chorei desesperadamente na frente de estranhos e descobri o quanto minha aparente calma esconde uma mulher que quer expandir.


1 - As pontes de Madison (1995)
Assisti em casa, num Corujão da vida, a história de uma dona de casa de uma pequena cidade dos Estados Unidos que fica sozinha enquanto o restante de sua família participa de um concurso com os animais de sua fazenda. A personagem Francesca, interpretada por Meryl Streep, encontra, então, um fotógrafo da National Geographic (Clint Eastwood) que lhe pede ajuda para fotografar uma ponte de madeira perto de sua casa. Ela começa uma rápida e intensa história de amor com o fotógrafo. Viver uma história de amor arrebatadora ou manter uma família "feliz" é o grande conflito do filme. Você vai se pegar segurando na maçaneta do carro enquanto toma a decisão de ficar ou partir.
   


2 - Tomates Verdes Fritos (1991)
Ainda era criança quando assisti esse filme e fiquei fascinada com uma personagem que era uma encantadora de abelhas, achava que o segredo para não ser picada ao tirar o mel era ter coragem e tentei descobrir o que de mim encontrava naquela menina que enfrentava os homens nos anos 1920, que protegia a amiga, que acolhia todos. A história começa com uma mulher que vai visitar a sogra num asilo e conhece uma senhora com uma história repleta de aventuras e desafios de ser uma mulher, ter uma opinião e não baixar a cabeça enquanto as outras preferem calar.



3 - Frida (2002)
Não é só o filme, a história e as obras de Frida Kahlo são fortes, ferozes. O filme é narrado a partir de seus quadros que são altamente (auto)biográficos. As dores nas costas, o romance aberto e altamente conturbado com o artista plástico Diego Rivera, as cores intensas, tudo é muito exacerbado. É tanta dor e tanto amor que os dois parecem ser vividos como um. "Pies, para que los quiero si tengo alas para volar?" (Pés, para quê os quero se tenho asas para voar?), se perguntava Frida que também explicava que suas obras não são surrealistas, ela só contava sua vida, assim como a enxergava.



4 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)
Um clássico para quem gosta de iluminar os pormenores, como dizia Walter Benjamin. O filme narra a história de uma garotinha que viveu isolada do mundo, pois seus pais achavam, equivocadamente, que ela sofria do coração. Amélie cresceu, tornou-se garçonete e foi morar no subúrbio de Paris, num apartamento onde encontrou uma caixinha que resolveu devolver para o antigo morador. O sujeito ficou tão feliz que ela decidiu que proporcionaria pequenos momentos de alegria para outras pessoas, mas ao fazer isto ela própria passava por momentos de descobertas que mudariam sua forma de ver e viver o mundo. 



5 - Vicky Cristina Barcelona (2008)
Esse filme os homens irão adorar! Do diretor Woody Allen, o filme conta a história de duas amigas, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), vão para Barcelona e conhecem o sedutor Juan Antonio (Javier Bardem), que tinha acabado de sair de um romance com Maria Elena (Penelope Cruz). Juan, é claro, acaba se envolvendo com todas. Mas o que me tocou foram os conflitos de Vicky. Ela era noiva, estava fazendo uma pesquisa de mestrado e estava orgulhosa do quanto sua vida era controlada. Vicky descobriu em Barcelona que o controle era só aparente, que basta uma mexida para você perceber que na verdade nada fazia sentido, que estava tudo fora do lugar, que ela escondia uma mulher descontrolada, que deseja, tem dúvidas e não sabe o que irá acontecer. Ai de mim Barcelona! 



6 - Volver (2006)
O Almodovar tinha que aparecer! Eu o considero o diretor que mais dialoga com a complexidade feminina. Escolhi Volver, não porque acho o seu melhor filme (mas talvez ache. Ainda não sei...), mas por simplesmente adorar as diferentes mulheres e gerações que aparecem na trama. Amo a história de que no período de fortes ventanias as mulheres daquela família enlouquecem, perdem o rumo, fazem coisas insanas. Queria que esse vento soprasse por aqui.



7 - Sob o Sol da Toscana (2003)
Eu sei que falei que não iríamos ter histórias divertidas e esta é. Mas ela não é só divertida, é linda, fala de uma escritora divorciada que numa viagem para Toscana resolve recomeçar a vida e acaba redescobrindo a si mesma. Deu muita vontade de conhecer os campos floridos, as praças bucólicas e tomar sorvete perto de uma fonte do desejo. Quando terminar de assistir esse filme você vai acreditar que a vida é bela e que o amor pode simplesmente aparecer. 



8 - Gia: fama e destruição (1998)
Da felicidade à destruição total! Se você quer chorar, então é só assistir a história verídica da modelo Gia  Carangi. Posso afirmar que nesse filme e em "Garota Interrompida" Angelina Jolie faz suas melhores interpretações. Gia encanta o mundo da moda com sua personalidade marcante, sua rebeldia que de tão forte podia ser capturada pelas lentes. Ela acaba se envolvendo com amores difíceis, inclusive com outra mulher, começa a usar drogas injetáveis e acaba contraindo AIDS, isto numa época em que nem sabiam direito o que era o vírus, nos anos 1980.  



9 - Minha Mãe é uma Sereia (1990)
Sessão da tarde total! Esse filme com Cher e Winona Ryder fala de uma mãe muito diferente de sua filha. A personalidade expansiva da mãe e intimista da filha me fizeram lembrar da minha relação com minha mãe. A personagem interpretada por Cher parece super resolvida, mãe solteira, sem problemas, mas ela também é frágil e tem medo de compromissos. Enquanto a filha, que parece que vai se despedaçar a qualquer momento, descobre suas fortalezas. É uma história para assistir comendo pipoca.



10 - As horas (2002)
Fiquei muda depois de assistir esse filme. Não sabia explicar para a pessoa que foi comigo o porquê de não conseguir falar. Eu precisava de tempo! Mas ainda é difícil... O filme conta as histórias de três mulheres que vivem tempos diferentes, a escritora Virginia Woolf (Nicole Kidman, irreconhecível) nos anos 20, a dona de casa Laura (Julianne Moore), dos anos 50, e a editora de livros Clarissa (Meryl Streep), dos tempos atuais. As histórias das três são interligadas pela obra de Virginia Woolf que relata seus conflitos e sua depressão. A trama vai aprofundado ao passo em que as personagens vão se descobrindo e quem está assistindo também. É arrebatador!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Banda do mar, porque (a)mar é preciso!




Um amor solar de duas pessoas que poderiam passar horas conversando sozinhas e ainda teriam vontade de mais, é o que canta o projeto musical intitulado Banda do Mar, criado em 2014 por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e o baterista português Fred Ferreira.


Apesar de ser um trio, fica claro desde e primeira música, "Mais Ninguém", que Mallu Magalhães e Marcelo Camelo cruzaram o oceano e foram morar em Portugal porque queriam ficar sozinhos. A convivência gerou um álbum tão feliz, que parece ingênuo.

As músicas remetem à sonoridade de Los Hermanos, principalmente a faixa 6, "Faz Tempo", mas com um toque mais pop que o de costume e com uma pitada de surf music. São baladas de amor, para dançar coladinho ou para parafrasear numa cartinha apaixonada. Isto porque o amor que eles cantam não se corresponde por mensagens virtuais, é um amor analógico, de duas pessoas que estão fisicamente juntas e não têm medo do celular descarregar. 


As letras falam de um relacionamento intenso, mas também simples, sem grandes conflitos e totalmente correspondido. Vai ter quem fale que um amor assim não dura, que a vida é mais difícil, que os conflitos são inevitáveis. Pois eu digo que amar é preciso! Não devemos sofrer ao navegar em águas calmas com medo de uma possível tormenta que não vem. Então, vamos aproveitar o bom tempo para cantar canções de amores correspondidos, pois elas andam raras e devem ser apreciadas!




Serviço: A Banda do Mar fará apresentação dia 1º de novembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Mais informações: https://www.facebook.com/bandadomar
Álbum completo no iTunes: http://smarturl.it/bandadomar

domingo, 14 de setembro de 2014

Chico compreende minha alma feminina


Li há pouco uma postagem que falava que as músicas de Chico Buarque reforçavam a imagem de uma mulher passiva, que está sempre a esperar. A postagem dizia que "ele naturaliza e normatiza o machismo e pinta suas personagens femininas com um forte tom de resignação" (http://lounge.obviousmag.org/01100011_01110101/2014/09/sou-mulher-e-chico-buarque-nao-me-compreende.html).

Depois do susto de ver uma opinião tão equivocada a cerca das mulheres de Chico, resolvi apresentar um contraponto.

Como propõe a postagem citada, também não acredito que exista UMA alma feminina, mas sim múltiplas, mesmo numa só mulher. Sou tantas, por vezes até contraditória, e Chico pode até não falar de todas as mulheres possíveis que sou, mas é certo que entende várias.

Vamos citar algumas das muitas que sou ou já fui:
Muitas de nós já perdemos alguém e ficamos sem chão. Como seguir se tudo que planejei foi com esta pessoa? Perguntava-nos. Para momentos assim, nada como afogar as mágoas em "Eu te amo":


Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que ainda posso ir
Mas, se podemos ser uma mulher frágil, que fica sem rumo com o fim de um romance, também somos a que dá a volta por cima, que olha nos olhos do antigo amor e mostra que ele não causou estragos, que podemos estar melhor e que temos liberdade. É o que canta Chico ou Bethania, que solicita o título de sua melhor intérprete:

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mais nem porquê
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Sempre tive a sensação de que a mulher brasileira "precisava" ser sensual, sem sentir desejo. Elas deveriam ser apenas desejáveis. Mas esta condição não nos torna objetos? As mulheres de Chico são "sujeitos", sentem desejo, amam loucamente e sem culpa como em "O meu amor"
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada
Ou em Tatuagem:
Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo te alucina
Salta e se ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, farta
Murcha, morta de cansaço
Falar de desejo e de prazer feminino é ainda uma ousadia. Mas Chico também encarna as mulheres que eu nunca fui como as que calam, aceitam e esperam vendo o mundo passar de suas janelas. Entretanto, ele não faz isto como quem as julga, como fazem muitas das mulheres que se dizem feministas, ele faz isto do ponto de vista delas. São canções que fazem críticas ora sutis como em "Com açúcar e com afeto", ora arrebatadoras como em "Mil Perdões" ao cantar "Te perdoo/Por ergueres a mão/Por bateres em mim". As letras não reforçam estereótipos, elas fazem denúncias de como muitas mulheres vivem e de como são julgadas por todos os lados.
Mas, mesmo ainda tendo/sendo muitas mulheres de Chico, escolhi terminar a postagem com uma das mulheres que sou hoje. "Futuros amantes" mostra a delicadeza do amor que estou vivendo, sem pressa. Um amor que guardei no fundo o armário e que agora, enfim, estou vivendo. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dois anos com ele

Sempre ouvi todos falarem que o casamento é muito difícil, a convivência é complicada, é preciso abrir mão de muita coisa... e nos primeiros meses de casada fiquei com aquela sensação de que a qualquer momento as coisas poderiam complicar porque estava tudo tão fácil que deveria estar errado.

Pois bem, passaram-se dois anos e continua fácil. Quer dizer, a vida tem os seus problemas, é muito trabalho, o doutorado pela frente, as finanças precisam sempre de muita atenção, mas quando chego em casa ainda penso "Puta merda! Como é bom estar aqui!"

Não é que os problemas não existam, tem toda uma série de coisas dele que não gosto e minhas que talvez ele não goste, mas dou uma importância tão pequena para elas que acabam não me afetando. Prefiro focar em perceber o quanto é bom tomar café juntos, assistir um filme que ele baixou na internet, ter alguém para fazer minha feira, tomar banho de piscina com ele aos domingos e ouvi-lo falar que não endente como depois de 14 anos de namoro e 2 anos de casado me ama sempre mais. 


Não quero da vida alguns poucos momentos felizes, quero ser feliz no caminho, quero fazer do cotidiano um lugar e tempo prazerosos, quero encontrar beleza em não fazer nada, no sofá, ao lado dele.



domingo, 4 de maio de 2014

Um dia para lembrar de Andrey Hepburn

Hoje a “bonequinha de luxo”, Andrey Hepburn, completaria 85 anos e todos resolvemos prestar nossas homenagens, inclusive o google com uma ilustração da atriz em sua página principal. Mas fiquei pensando na mensagem que o filme que eternizou Andrey Hepburn traz. Seria a formação da sociedade de consumo? A representação da futilidade feminina?

A bonequinha é, na verdade, uma mulher linda, que ama a joalheria Tiffany´s e quer casar com um milionário, mas que sofre, é confusa e enganada. A história de Holly, interpretada por Aundrey Hepburn, é parecida com muitas outras: uma menina pobre, que saí do interior para “ganhar a vida” em New York e acaba apaixonada por um escritor pobre.

Mas o drama, cheio de leveza, é mais denso do que parece. Holly busca e foge da felicidade, uma luta constante que a leva a um noivado com um brasileiro e até a um dia na prisão. Ao final do filme, cheguei a conclusão de que a expressão “bonequinha de luxo” não deveria referir-se às mulheres fúteis, que são apenas enfeites, mas à mulher sonhadora, ingênua e confusa que existe em cada uma de nós.
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